Rock in Rio: Nando Reis e Samuel Rosa, do Skank, comandaram grande coro no festival

Por Ache Belém em
Rock in Rio: Nando Reis e Samuel Rosa, do Skank, comandaram grande coro no festival

O Sunset ficou pequeno. E isso não como metáfora ou força de expressão, mas diagnóstico que deveria fazer os programadores pensarem melhor para 2015. Nando Reis e Samuel Rosa juntos, ali, arrastaram mais público do que o Thirty Seconds To Mars, quando esta banda se apresentou no Palco Mundo, no sábado, 14. O Sunset é um lugar para experimentações e surpresas nem sempre de nomes com grandes potenciais pop. E esta é a graça da brincadeira. Quando alguém quebra a regra, o espaço transborda e o público sente. Nando Reis e Samuel, hitmakers e parceiros em muitas letras, se encontraram para cantar juntos pela primeira vez. Ficariam ali por duas, três horas, e não cansariam sua audiência. Conseguiram entrar para a galeria dos grandes coros do Rock in Rio quando deixaram o público cantar sozinho O Segundo Sol, de Nando, gravada por Cassia Eller.

Nando fez primeiro algumas canções sem o parceiro. Veio com um som cheio, um paredão de sopros, percussão e backing vocals cheios de negritude nos arranjos. E investiu em um repertório de hits sem respiros. "Vamos que o tempo é curto", anunciou.

Abriu com Pré-Sal e seguiu com Sou Dela, O Que Eu só Vejo, N, Sei. Antes de All Star, falou bonito. "Costumo dizer que esta música fica sempre melhor quando cantada em céu aberto. As estrelas não brilham só à noite. A gente é que não as vê durante o dia, mas elas estão lá."

Quando chamou Samuel Rosa, fez as mãos que estavam ao alto dobrarem de número e iniciou o baile. Juntos, dividiram vozes em Marvin e em Onde Você Mora (gravada pelo Cidade Negra).

Conseguiu um número comovente e, de novo, digno de ser cantado pela plateia quando puxou a introdução de sua canção Por Onde Andei. Quando chegou seu Segundo Sol, a missão já estava cumprida e o problema apontado. O público pode ficar comprimido como sardinha no Mundo, que tem espaço para isso. No Sunset, fica perigoso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Agência Estado