Ache Belém 2016-11-10T13:41:28

Valdim Klokov abre exposição "Banquete Amazônico" com degustação e música ao vivo

Show de abertura acontece neste sábado, 12 de novembro, na Casa do Fauno.


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Valdim Klokov abre exposição "Banquete Amazônico" com degustação e música ao vivo
Exposição Banquete Amazônico terá show de abertura neste sábado, 12 de novembro.

O Ver-o-Peso, um símbolo da cidade, detalhes da flora e fauna da região, sob a luz de um por do sol e, ao mesmo tempo, de um temporal com raios. “Banquete Amazônico”, que também dá nome à exposição, traz uma imagem atemporal. É uma das nove telas que estarão expostas a partir deste sábado, 12, na mini galeria, que se espalha ao longo do aconchegante bistrô da Casa do Fauno. A abertura, às 19h, contará com coquetel especial e música ao vivo do VKTrio, a partir das 22h, no quintal.

Pela temática da tela que dá nome à mostra, o autor bem poderia ser da região, ou mesmo brasileiro, só que não, Vadim Klokov é russo, músico que já morou em Belém por mais de uma década, como professor de Fagote do Instituto Carlos Gomes e que há uns três ou quatro meses está de volta a Belém.

Influenciado pela Escola Holandesa entre os séculos 15 e 17, como o Hieronymus Bosch, e os russos Mikhail Shimiakin e Viktor Safonkin, o artista Vadim Klokov conta que a pintura (desenho) esteve presente desde muito cedo em sua vida, desenvolvendo-se de forma autodidata.

"Existia o dilema - música ou pintura, e a primeira que venceu naquela época, mas voltei a pintar aqui no Brasil, e já não me vejo mais sem esta parte da minha arte, que vive mesclada à música. Uma alimenta a outra", diz.

A exposição “Banquete Amazônico” esteve em cartaz no Cosanostra Café, até a semana passada. A tela homônima, inclusive, foi vendida, mas o proprietário, o engenheiro agrônomo, Milton Kanashiro, a cedeu para a nova temporada de Vadim, que também está trazendo ao público um trabalho independente, ao piano, com o VKTrio.

Entre Belém e Moscou

Vadim morou por mais de uma década em Belém, mas também viveu no Rio de Janeiro, onde também trabalhou como músico de orquestra, Minas, onde ele inicia projetos independentes e se volta à pintura, e em São Paulo, onde, em 2009, ele se reencontra com o músico paraense Carlos “Canhão” (A Euterpia e Albery Project), e forma o VKTrio, que se apresentou em diversos espaços da capital paulista.

“Na época acabamos dividindo uma casa dividida, com vários outros músicos, em São Paulo, onde começamos a ensaiar”, conta Vadim. “Depois se juntou a nós Saulo Rodrigues, um excelente baixista de Atibaia (SP), e com esta formação se apresentaram em várias casas e clubes de Sampa”, relembra. Em Belém, o músico fez o convite a Tom (A Euterpia e O Não Lugar) para assumir o baixo.

E é nesta formação que o trio chega ao quintal da Casa do Fauno. O artista e músico fagotista promete uma noite musical intensa, celebrando, ao piano, a abertura da exposição e dos 10 anos do CD Jivelox, gravado no Brasil, sob as influências das transformações vividas pelo músico em Belém. O show traz o trabalho autoral de Vadim, que mistura erudito e jazz com carimbo, rock, jazz e blues.

Serviço

Abertura da exposição "Banquete Amazônico", de Vadim Klokov. Abertura dia 12 de novembro (sábado), às 19h, com coquetel, e às 22h, show com VKTrio. Na Casa do Fauno - Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin e Rui Barbosa. (91) 9 9808-2322 / 9 8705-0609.

Texto e informações por Luciana Medeiros. 

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